quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

Dos amigos de antigamente 1*













É verdade que não tenho amigos de infância, mas tb é verdade que sou injusta quando digo que não tenho amigos.

E hoje vou falar de um deles, do J.M., começamos a falar em 2006 por internet depois de o aceitar como amigo no Hi5, já o meu casamento estava em processo de divórcio. Curiosamente o nome dele é igual ao do meu ex-marido, e isso ainda teve mais piada. O J.M era um puto da aldeia, feiiinho que só ele, alto e magrinho, criado com poucas possibilidades e com alguma austeridade, e um aluno de direito brilhante. Começamos a falar pela internet, mas a sua veia romântica veio (como é habitual) ao de cima e pediu-me para escrever uma carta, a primeira de muitas, escrevia-me cartas enormes, que eu adorava ler, tratava-me sempre por princesa, contava-me a vida dele, os desgostos de amor e claro dava sempre a achega de que eu era a mulher dos sonhos dele. Trocávamos imensas cartas. E podia ter nascido ali algo mais do que a amizade, mas o que é certo é que ele nunca fez o meu genero. Adoro-o como amigo até hoje.

Não me lembro da primeira vez que nos encontramos pessoalmente, deve ter sido prai 1 ano depois de nos termos "conhecido", mas recordo-me do menino assustado quando me ligou a dizer que o tinham convidado para trabalhar num grande escritório de advogados em Lisboa, e eu não tive dúvidas em dizer arrisca, e as inseguranças dele, porque não era o melhor??, eu só lhe dizia que se o foram buscar à universidade, é porque é bom. Lembro-me do nosso telefonema depois de ele já cá estar e da felicidade imensa em dizer que o escritório tinha um plasma enorme, e que o escritório era sei lá quantas vezes maior do que o quarto dele.

Almoçamos e cafézamos algumas vezes em Lisboa, sushi comia ele, outra coisa comia eu, porque ainda não era a minha praia. Deixamos de nos ver pessoalmente prai há dois anos, um pouco antes de engravidar, íamos falando muito esporadicamente por telefone. Iamos combinando algum café que nunca aconteceu, ou porque ele estava atolado de trabalho, ou porque eu não ia para os lados de Lisboa. Mas no dia 28 de Janeiro, sem mais desculpas ele veio cá a casa jantar para conhecer o N. e o S.. E foi como se o tempo não tivesse passado. As histórias de antigamente, o novo mundo dele que partilhou com alegria, e as nossas conversas. Adorei!

Aquele patinho feio de 1.89m deu lugar a um Homem giraço, com o corpo bem definido pelo boxe, e com um futuro promissor.

E há amigos que nunca se esquece, e que, mesmo que o tempo passe, é como se tivesse parado no momento do último encontro, e quando nos encontramos o relógio começa a contar...

1 comentário:

Evy Percebes disse...

Esses sim são amigos verdadeiros e de coração, quando estamos anos sem falar mas quando nos vemos parece que nos falamos todos os dias.
Beijinhos